segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A melhor herança

Hoje, dia 31 de Janeiro de 2011, celebra-se o 10º aniversário da morte de uma das pessoas mais interessantes que tive oportunidade de conhecer. Almoçávamos juntos, em família, todos os Domingos sem excepção. Ele cozinhava lindamente. Jogava-se às cartas, contavam-se algumas anedotas, conversava-se sobre política e outros assuntos e, curiosamente, recordo-me perfeitamente de como me aborreciam todas aquelas conversas. Eu só queria ir para casa… porque o Domingo à tarde era uma seca! É incrível como apenas conseguimos dar valor às coisas apenas depois de as perdermos, não é?

Diz-se dele que chegou a ter necessidade de fugir de um grupo de esquerdistas na altura da Revolução de Abril, pelos seus ideais políticos. Aparece em fotografias com D. Duarte Nuno de Bragança, pai de D. Duarte Pio. Tinha um leque enorme de conhecimentos. Bem, quero com isto demonstrar que este Homem tinha inúmeras histórias para contar e eu, naquele tempo, não tinha paciência para as ouvir! Hoje tomara ter essa oportunidade.

Mas aquilo de que mais me orgulho é a sua fabulosa herança! Hoje moro no Bairro onde ele viveu. Quem o conhecia, via nele um indivíduo extraordinário. Deu a vida pela mulher que amava, que hoje existe e nasceu doze anos antes dele, distraindo-se de si próprio e esquecendo a sua falta de saúde, envergando um altruísmo notável e esforçadamente raro. É com orgulho que ouço dizer na rua: “Era extremamente cavalheiro, uma pessoa fabulosa!” e, na sequência disso, receber o carinho e o respeito que as pessoas tinham por ele…

Não será esta a melhor herança que alguém pode receber?

Chamava-se Henrique Soares e era meu avô.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O Sporting é o melhor clube do mundo! Eu explico porquê

As pessoas costumam gozar comigo quando digo que sou sportinguista. A minha resposta face a isso é muito simples! É bestial, para mim, que o Sporting seja um clube de “porreiros” e passe à margem da luta pelo título, caso contrário eu tornar-me-ia viciado num futebol que para além de fraco, me impossibilita de fazer outras coisas naquela hora e meia.

(Antes de continuar a escrever, quero desde já deixar bem claro a qualquer sportinguista que venha aqui ler isto e tenha vontade de me oferecer porrada, o orgulho que tenho em vestir esta camisola! Agora, da mesma maneira que somos portugueses e gozamos com o estado da nação, também vou gozar um bocado com o meu clube, porque também merece!).

Continuando o raciocínio, os adeptos dos outros clubes cujo nome não é para aqui chamado, não têm noção do quanto se ganha ao não ver um jogo de futebol. A transmissão da maioria dos jogos é exactamente à hora de jantar. Qualquer miúda que se preze, adora um gajo que diga “Não, hoje há futebol, mas eu prefiro ir jantar contigo!”. Esta frase é sucesso garantido! E não falo apenas por mim, há 1 ou 2 milhões de sportinguistas por aí, aos quais apenas se descontam os que, por qualquer motivo que não consigo compreender, têm que estar àquela hora no relvado a correr atrás dos gajos que por sua vez correm atrás da bola.

O facto de ser sportinguista devia ser desde logo, para as mulheres que lerem isto, um factor de sobrevalorização de qualquer homem. Entendam que, pelas minhas contas, há 2 em cada 10 homens que optam estar convosco em detrimento de ver um jogo de futebol. Isso confere-nos imediatamente uma vantagem com a qual nenhum outro adepto consegue competir.

Assim, em jeito de conclusão, vêm para aqui estes portistas e benfiquistas gozar com um gajo por ser sportinguista?! Nós é que somos espertos!

O assunto hoje é sério!

Tenho reflectido sobre este assunto e hoje vou partilhá-lo convosco. Talvez se torne útil e um bom exemplo para quem for capaz de se identificar com o que vou aqui expôr.

Há dias vi um filme ligeiramente disparatado, mas do qual creio ter conseguido tirar algumas ideias interessantes. Vou tentar resumir: o protagonista tem a possibilidade de participar num Seminário cujo objectivo é transformar a visão das pessoas em relação aos acontecimentos do dia-a-dia, dizendo “Sim!” a tudo, independentemente do assunto. Bem, na sequência disso e para chegar onde quero, a vida começa a correr-lhe melhor porque se torna mais aberto a novas experiências.

A meu ver, o que acontece com alguns de nós é utilizarmos umas palas, à semelhança do que acontece com os burros, que nos impossibilitam de ver mais do que aquilo a que estamos habituados. Já tenho comentado algumas vezes sobre isto. Há um efeito “quotidiano”, se é que lhe posso chamar assim, que faz com que nos tornemos habitués de uma série de sítios. O mesmo café, o mesmo restaurante, a mesma volta de bicicleta ou passeio com o cão, o mesmo destino de férias, a mesma coisa à mesma hora, enfim, cria-se uma rotina que, sem querer, nos distrai de novos “mundos”, ou até mesmo de nós próprios. Até o meu cão tem rotinas! Está de tal forma habituado a um determinado percurso que, se por ventura eu quiser cortar caminho para chegar mais depressa a casa, ele estanca as patas e recusa-se a andar.

Experimentem, tal como eu vou experimentar, levantar o rabinho do sítio onde estão sentados a ler isto e ir fazer qualquer coisa totalmente diferente daquilo a que estão habituados. Ir ver uma peça de teatro ou um concerto em vez de ir ao café até pode ser um bom exemplo. Mais simples ainda, experimentem ir trabalhar com uma camisola verde fluorescente em vez da comum azul escura e riam-se disso! Não tenho a certeza, mas é natural que melhore qualquer coisa o vosso dia. O que fiz hoje... não vos digo, mas melhorou o meu!

http://www.youtube.com/watch?v=0DJDlLVTzyI 

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Escrever demais prejudica as relações inter-pessoais


Estudantes, professores, advogados, engenheiros, economistas, físicos, etc., hoje em dia todos estamos sujeitos à necessidade de ler textos enormes. Eles estão por toda a parte!

A mim, a primeira coisa que passa pela cabeça quando faço uma pesquisa e me deparo com um colosso desses, não posso escrever aqui na íntegra porque sou um tipo educado, mas é aproximadamente isto: “Estou f$?&#0!”. A segunda coisa que opto por fazer é fechar a página e procurar uma solução mais simples.

Não tenho paciência para ler textos enormes e normalmente aborrecidos; é sobretudo a esses que me refiro. Dou por mim a chegar a ¾ do documento e ter que voltar ao início porque já não me recordo do que tinha lido. Para além disso, quando se lê documentos com mais páginas do que as necessárias, a probabilidade de se ser interrompido é francamente maior do que durante a leitura de um pequeno texto que, geralmente, tem a capacidade de ter tanto conteúdo como outro com o dobro das palavras. Mais do que isso, é natural que uma distracção suscite a necessidade de, volto a referir, voltar novamente atrás na leitura para recuperar o raciocínio.

A questão fundamental que aqui se coloca e me preocupa é que a tendência nestes casos é sempre a de culpar o elemento que provoca a distracção. É errado! A culpa é de quem, por querer ser espaventoso, deslumbrante e no final ser pavoneado por incluir demasiadas palavras esdrúxulas, escreve mais do que devia com o único pretexto de “encher chouriça”!

Quem o faz não entende como isso prejudica as relações inter-pessoais! Já assisti a muita chatice por causa de pessoas que, sem maldade nenhuma, distraem outras. Tenham isso em consideração!

E é só por isso que hoje fico por aqui. 


http://www.youtube.com/watch?v=YYOAslBbURI

Um manual de instruções sobre como não agir

Sempre disse que não me considero um tipo bonito, daqueles por quem uma mulher se apaixona imediatamente só com o trocar de olhares. Agora, se há coisa que é verdade e tenham paciência se perco a humildade, é que sou um tipo impecável! A sério…! Sou simpático, cavalheiro, inteligente, tenho um cão, não tenho um sotaque esquisito… enfim, what else?! A verdade é que, quando converso com os meus amigos, sobre “Como meter conversa com uma rapariga?” todos temos teorias fabulosas! É super fácil: “Oh pá, vais lá e tens que ser sacana! Elas adoram os sacanas – e este é um termo pomposo! Depois deixas andar… «NUNCA LHE LIGUES NOS TRÊS DIAS SEGUINTES!!!»”
Esta lição é o aeiou de qualquer romance. Bem, tudo isto é muito bonito e resulta. Mas só resulta quando nós não estamos para ali virados! Toda a gente diz que tem mel no corpo quando namora. Claro, precisamente porque não está para ali virado! Se ela é feia resulta. Claro, um gajo não quer nada com ela! Se por qualquer motivo não é a tal, resulta sempre!

O lixado é quando, a dada altura, temos a felicidade de saber o nome de alguém a quem achamos imensa piada, vimos a correr para casa ver o Facebook. Sabemos onde mora, em que dia nasceu, onde estuda, quem é que anda ali a sondar, quem são os amigos em comum e qual destes é que nos pode referenciar, vemos as fotos todas, lemos os comentários e metemos conversa! “Olá, não sei se te lembras de mim, mas eu sou aquele que te viu mas tu não viste e…” ACABOU! Não vale a pena! Demonstrámos demasiado interesse, ponto final.

Ainda assim, porque esta crónica ainda não tem caracteres suficientes nem um final porreiro para sequer merecer ser publicada, vamos supor que a primeira abordagem até corre bem. Muito bem, marcamos um café e bate tudo certo: ela é lindíssima, muito simpática, com um óptimo sentido de humor, inteligente, acha-nos graça… é a tal! Acaba o café, o homem paga mas isso nem se discute, despedimo-nos e nas duas horas seguintes um tipo até se aguenta, até que vai sair à noite, conta a história toda aos amigos, com o entusiasmo bebe um copo a mais e qual é a segunda lição depois do aeiou?! A tabuada: nunca se pega no telemóvel depois das 2h da manhã de um Sábado à noite. Dá sempre asneira – “Gostei muito do nosso café! Quando é que voltamos a estar juntos? *” ACABOU! É demasiada pressão e a resposta, depois deste esforço todo é sempre: "Ainda não estou preparada para estar com alguém. És muito isto e aquilo, mas não!"


E acabou mesmo! Uma pessoa bem lamenta a situação, que aprendeu a lição… Mas o pior de tudo é que se aprende a lição sempre, mas sempre, com a tal!

Desta vez vou portar-me bem!


http://www.youtube.com/watch?v=ZpDQJnI4OhU

P.S.: Digo sempre isto...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Com o devido respeito...

Costuma dizer-se que “há pessoas que nascem com o rabo virado para a lua”, há algumas que durante o processo de crescimento o tentam apontar naquela direcção e outras que nunca chegam, de maneira nenhuma, a acertar as coordenadas.

É curioso... quando começamos a dar os primeiros passos, os nossos educadores tentam colocar-nos ao dispor algumas ferramentas para tentar descobrir se temos talento para utilizar algumas destas. Estou a pensar, sobretudo, na bola de futebol! A maioria dos pais tem esperança que os filhos, quando lhes é colocada uma bola à frente por volta dos 2 ou 3 anos, sejam capazes de dar três toques seguidos. Na sequência de um resultado positivo, cria-se imediatamente uma esperança enorme sobre a possibilidade de sair dali um grande jogador. Este é o primeiro investimento dos pais no futuro dos filhos! Em caso de insucesso, surgem então as segundas oportunidades. Aos 5 ou 6 anos, despejam-se os filhos na Escola e em todas as tarefas que lhe estão associadas e que, fundamentalmente, os ocupam até à hora de jantar, nomeadamente ATL, catequese, Escola de Línguas, aulas de natação, basquetebol, música, casa da avó, etc.

É incrível o quão importante é o papel dos pais na educação e crescimento dos filhos. É de tal forma relevante, que até a escolha do nome pode determinar o futuro de qualquer um de nós. Em primeiro lugar, é perfeitamente evitável escolher nomes susceptíveis de trocadilhos, ou que despertem qualquer tipo de associação a outros indivíduos “menos bem sucedidos. Mais do que evitar tudo isto, é importante excluir dessa lista os nomes artísticos”. Refiro-me, como é óbvio, a uma tal promissora estrela Pop cujo nome é Lyonce Viiktórya. Cabe na cabeça de alguém dar um nome destes a um filho? E se, por ventura, ela não chegar a ser artista? Vai ter que adoptar um “nome vulgar”? 

É preciso ter muito cuidado com o nome que se dá aos filhos… Para o demonstrar, mostro-vos o que me motivou para escrever isto hoje. Ouvi dizer que há um deputado do CDS-PP cujo nome é Jacinto Leite Capelo Rego (leia-se, com sotaque brasileiro: “Já sinto leite cá pelo rêgo!”) Bem, é chato! Não duvido que seja um indivíduo competente e não me surpreende que seja boa pessoa; mais do que isso, até lhe tiro o chapéu pela determinação com que enfrenta este presente envenenado que os pais lhe deixaram.

Mas, acima de tudo, o que realmente me motivou para redigir esta crónica, se for merecedora desse título, foi ter visto a foto seguinte que, alegadamente, corresponde ao Exmo. Sr. Deputado referido em epígrafe:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqfnLfPCcUNAyIFK7-ll71NSz0s8z1gCIRaQDX4b1lKN2JLR22PtK6IC8Up3x3rh1VNtUUywndla2Lzo0bG-5HS5HGxBDZkiEZsfbj4OslkwWdg7ZJPI0cWpBBCms3WhZnfOrS3ljQX-k/s1600-h/JLCR.jpg 

Tirem as vossas conclusões.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Procurar emprego vs Conquistar empresas


Já tenho comentado sobre este assunto algumas vezes e, por ser delicado, tento sempre ter algum cuidado para não ferir susceptibilidades.
Costumo dizer que tenho muita sorte quando tento encontrar emprego! E a parte delicada desta conversa entra precisamente aqui: acho que tenho uma postura diferente da maioria das pessoas em relação à procura de emprego.

O que é que isto significa? A maioria das pessoas, quando decide procurar emprego, imprime os seus Curriculum Vitae, dobra-os em três, enfia nos envelopes, escreve o nome de 20 ou 30 empresas e toca a enviar por correio. Chega a haver quem elabore ficheiros em Excel com a listagem de todas estas empresas e coloque uma cruzinha naquelas para onde já enviou o CV e um visto nas que chegaram a responder. Está igualmente correcto, demonstra até alguma organização!

(Atenção: esta é apenas a opinião de um puto! Boa ou má, representa um ponto de vista diferente. E por que não ser-se diferente?)

Agora, na minha opinião, por que carga d’água é que o líder de uma empresa que a dada altura está a recrutar 1 (UMA) pessoa para um determinado cargo, vai pegar num molhe de envelopes, atirá-los ao ar e ser precisamente o nosso a cair em cima da pequena mesinha?! A probabilidade de isso acontecer é francamente baixa!

Mais do que isto, por que motivo é que o líder de uma empresa que a dada altura está a recrutar 1 (UMA) pessoa para um determinado cargo vai escolher, de entre um leque vastíssimo de pessoas à procura da sorte grande, um fulano que atirou em todas as direcções para ver em qual é que acertava primeiro?

Isto é exactamente a mesma coisa que acontece em relação às mulheres. Se eu for daqueles que dá conversa a esta e àquela, assim como à outra e ainda à amiga dessa, muito provavelmente nunca vou ter sucesso com nenhuma delas. Agora, se me preocupar em dedicar-me apenas a uma pessoa, aí sim… demonstro paixão, sinto-me até capaz de inventar, criar ideias novas para a surpreender!

Já por este último parágrafo dá para perceber como é complicada esta tarefa. Falar é fácil… Porém, o truque é nunca desistir!

Assim, a minha opinião, é a de que devemos apontar uma empresa que queiramos conquistar e fazer tudo para o conseguir! Se correr mal, aí sim, partimos para outra!

Um envelope branco entre os outros não sobressai, ponto final.

http://www.youtube.com/watch?v=3YN2lsrWN34 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tentativa furada de dia mais deprimente do ano

Estava há pouco a ler uma notícia que refere, com base em cálculos matemáticos, que hoje é o dia mais deprimente do ano. Eis a fórmula: 1/8C+(D-d) 3/8xTI MxNA

Ora, o que acontece e me transtorna, é que o dia até me correu bem! Agora, depois de ler esta notícia, ponho-me a pensar nas contas para pagar, nas bolachas de chocolate que comi este fim-de-semana e na caganeira que me vai dar entretanto, na borbulha que provavelmente me vai crescer no meio da testa, nas notas dos exames… E agora não estou a ver nenhuma conversa mal resolvida com alguma rapariga mas, se eles dizem que este dia é o mais deprimente do ano, tenho que me pôr a pau!

Uma notícia destas faz-me lembrar as estratégias de Marketing das “Mayas” e dos “Professores Makumbas”. Um indivíduo consulta o horóscopo e lê qualquer coisa como: “Não sei quê… só daqui a 5 meses é que vai conseguir arranjar trabalho. Vai encontrar uma pessoa. Mas ainda não é este ano, só no próximo!”

Na sequência desta leitura, não vale a pena procurar trabalho nos próximos quatro meses, nem tentar um relacionamento com alguém durante um ano. É claro que, quando chegar a altura definida pelo horóscopo, a confiança em arranjar emprego e encontrar uma pessoa é tal, que as probabilidades de isso acontecer são elevadíssimas. Claro que, no final das contas, bate certo!

Eles são muito espertos, mas nós somos mais! Está na hora de deixar de ligar a astros, zodíacos e signos chineses e encarar os dias com confiança!

Por isso, ao Zé do Bigode que resolveu inventar este dia mais deprimente do ano, são 22h30 e estou impecável! Não me apanhaste!

Vale a pena ver isto:
http://www.youtube.com/watch?v=u3L2_Z2V2tg

domingo, 23 de janeiro de 2011

*Este texto foi parcialmente redigido segundo o novo Acordo Ortográfico

Nunca fui bom aluno a Português nem tão pouco gostava da primeira professora que tive a essa disciplina, há cerca de 10 anos! Não me interpretem mal… não estou a querer dizer que a culpa era da professora! Confesso que sempre achei que esta não era capaz de incutir em mim a vontade de estudar, mas naquela altura a janela da sala tinha vista para as aulas de Educação Física e eu distraía-me a olhar para as raparigas; daí advém, com certeza, o meu natural insucesso!
De qualquer forma, apesar de ser um nabo quando o tema da conversa é sobre poesia do século XIV, felizmente nunca dei erros e é sobretudo isso que me traz novamente a este blogue!
(Antes de mais, quero confessar desde já o meu nervosismo ao escrever este texto. Seria uma vergonha cometer um erro ortográfico agora, depois de ter escrito o último parágrafo!)

A verdade é que me magoa, aliás, “dói-me” é o termo mais apropriado, como quem toca sem querer com o dedo mindinho do pé descalço na esquina de um móvel, perceber como este novo Acordo Ortográfico traz tantos erros a ele associados. Por vários motivos: em primeiro lugar, fomos nós que descobrimos o Brasil, caramba! Agora, com esta brincadeira, são eles que nos põem a descoberto, completamente despidos da elegância das complexas e algumas mui inúteis, porém formosas, palavras do nosso dicionário que nos enchiam de orgulho; em segundo lugar, vem disfarçar os erros ortográficos que tantas vezes se vêem escritos nas redes sociais, desde um grupo de músicos que escrevem “nós toca-mos flauta” ao “há” transformado em “á” de quem quer descrever o tempo que passou desde a última vez que leu um livro, por exemplo. A dada altura, uma pessoa já se questiona se aquilo estará ou não bem escrito.

Reparem que, com o novo Acordo Ortográfico, estamos sujeitos a gozar com alguém que escreveu uma palavra corretamente, mas errada à primeira vista. Há poucos dias redigi uma ata e riram-se de mim afirmando que não sabia escrever aquela palavra. Pois é meus caros, por muito que me custe escrevê-lo desta forma, atualizem-se e habituem-se a este acordo, que ele veio para ficar. E como ainda somos novos, é melhor que queiramos atualizar-nos ou corremos o risco de ser gozados quando, daqui a 20 ou 30 anos, insistirmos em escrever letras que não se lêem no meio das palavras.

E com o vídeo seguinte me despeço por ora:

P.S.: E porque também ainda me estou a habituar à ideia e o meu computador denuncia a minha tentativa de tirar os “c” e os “p” de algumas palavras, é natural que me tenha escapado uma ou outra adaptação ao novo Acordo Ortográfico. (Quase me senti tentado a tirar o “p” de adaptação, só para experimentar. Vou tentar: adatação.)