Para quem está a chegar agora e a perguntar "Mas o que raio é isto?", é muito simples. Esta é uma ONG cujo objectivo fundamental é tão pomposo quanto a expressão "ser solidário e ajudar o próximo"! Muito bonito, de facto... ainda assim, nós pretendemos ser diferentes e inovadores nas acções que levamos a cabo. Não queremos limitar-nos a 10 ou 20 pessoas, mas queremos que os jovens entre os 15 e os 30 anos se identifiquem com o altruísmo aqui implícito.
Até aqui pode parecer uma cena em relação à qual a maior parte de nós diz "Pá, isto não é para mim!". Eu dizia o mesmo!
O que é certo e muitos de nós não temos essa noção - quando falo de nós refiro-me a estudantes, estudantes universitários, recém-licenciados/desempregados,"geração à rasca", empregados, seja quem for e tenha menos de 30 anos - por estarmos habituados a um estilo de vida tranquilíssimo, de saídas à noite, copos, viagens, etc. e sempre com a ajudinha dos papás, que há por aí muita gente em condições miseráveis enquanto nós nos queixamos de barriga cheia. Não custa nada dar uma mãozinha! Não é pedido que se dê mais do que está ao nosso alcance, nem tão pouco realizar acções com as quais não nos identifiquemos.
Estamos a preparar uma série de campanhas que entretanto serão divulgadas. Depois falamos! ;)
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sábado, 12 de março de 2011
Leo Clube de Aveiro - Santa Joana Princesa
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João Henrique
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
País de novelas
Com todo o respeito que tenho pelas pessoas que gostam de ver telenovelas…
Portugal é, definitivamente, um país cuja população é envelhecida e esse é o motivo fundamental pelo qual este é um tema passível de gerar alguma controvérsia. Já foi referido várias vezes em alguns órgãos de comunicação por que motivo os horários dos programas de televisão são assim e não de outra forma. Reparem que, segundo os entendidos, o período de sono em que a cabeça descansa é entre as 23h e as 3h. É meia-noite e acabo de abrir o Facebook para ver quantas pessoas aparecem online e constato que esta é, muito provavelmente, a hora de ponta. Como não creio ser possível alterar a teoria do período de descanso face à dificuldade em deslocar os astros e interferir no movimento do sol, resta-me expressar a minha indignação no que concerne à hora a que passam programas como o “5 para a meia-noite”, por exemplo, que apesar de contar com momentos susceptíveis de censura, é assistido por indivíduos que à partida têm que se levantar cedo no dia seguinte para ir estudar ou trabalhar. Como resultado, nenhum destes vai dormir mais do que 6 ou 7 horas quando, teoricamente, é fundamental dormir pelo menos 8 horas por dia. Falta de descanso gera o quê? Falta de produtividade. E falta de produtividade não origina o quê? Dinheirinho. E ausência de dinheirinho, resulta em quê? “Num país mais pobre”…, ups! A esta hora, há novelas! Novelas são programas para, lamento a expressão, pessoas com uma certa idade… É sobretudo aqui que se percebe como Portugal é um país envelhecido, naturalmente por representarem uma enorme fatia das audiências. Relembro: estas pessoas não têm que se levantar cedo. Podem perfeitamente ver a telenovela antes de jantar. Tenho ou não tenho razão?! As audiências ficam iguaizinhas, as pessoas vêem as telenovelas na mesma e a malta que tem que se levantar cedo no dia seguinte já pode ver um filmezinho, um documentário, um programa interessante e dormir as horas todas necessárias para acordar com energia suficiente no dia seguinte! Se quiserem compreender melhor o que estive a tentar explicar, cliquem no link seguinte:
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João Henrique
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Geração «copo na mão»
Faço parte da geração “copo na mão”, como alguém que me é muito próximo nos costuma chamar. Não vou referir aqui quem é, para evitar que o meu pai seja alvo de represálias, mas a verdade é que concordo com esta expressão, por muito que me chateie enfiar esta carapuça. Pode até parecer que estou a escrever isto apenas para “criar boa impressão” e dar uma de bom filho, ainda assim reconheço que tem razão quando diz que gastamos imenso dinheiro, apenas pelo desconforto que é estar com as mãos a abanar e caídas junto ao tronco. Reparem logo à noite, a sério, por que motivo digo isto. Quem tem um copo numa mão, tem a outra enfiada no bolso. Quem não tem nada na mão, não sabe onde as colocar.
A expressão “copo na mão” vai mais longe e cataloga-nos, na minha opinião, como inconscientemente irresponsáveis face ao que o futuro nos reserva. Onde é que eu quero chegar? Bom, a verdade é que produzimos muito pouco – não tenho receio de ser mal interpretado, porque contra mim falo – esta geração trabalha pouco, pensa pouco no futuro, maldiz, usa e abusa dos recursos naturais e nada faz para os manter sãos.
Temos alguma dificuldade em compreender que o Mundo está a mudar. Estamos habituados a um estilo de vida recheado de facilitismos, em que tudo nos é dado em troca de muito pouco; vamos de carro para todo o lado, levantamo-nos tarde, deitamo-nos bem mais tarde, queixamo-nos por causa de “merdices”, tenham paciência se estou a ser bufo, mas é verdade!
Enfim, depois desta auto-reflexão, resolvi aceitar o desafio que me levou a fazê-la – a horta. Costumo resmungar sempre um bocado quando sou obrigado a levantar-me cedo e bem sabem como enerva sair da cama antes da hora de almoço depois de uma sexta-feira à noite, mas estou entusiasmado com a ideia de vir a saber distinguir facilmente (até tenho vergonha de escrever isto) uma couve de uma alface. É cada vez mais importante saber cultivar e garanto-vos… está na moda! Parece ridículo ter escrito isto, mas da mesma forma que se diz que a moda é cíclica, então a necessidade de cultivar está cada vez mais na moda, se é que me faço entender.
Em relação ao que eventualmente podem estar a pensar em jeito de desculpa para não meterem mãos à obra, uma escova de dentes usada resolve facilmente o problema.
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João Henrique
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Marcas que nos tentam enganar
“Quem diz a verdade, não merece castigo!”. Sempre ouvi este ditado e não podia estar mais de acordo!
As pessoas hoje em dia não se deixam enganar facilmente. Ainda assim, deparamo-nos constantemente com tentativas por parte das marcas que nos tentam ludibriar, forçando-nos a comprar produtos através do processo ao qual eu gosto de, muito simplesmente, intitular: “atirar areia para os olhos”. Reparem: há algumas semanas, uma marca cujo logótipo tem um tom avermelhado e vende equipamentos electrónicos situada em Alfragide, resolveu tapar os olhinhos aos clientes e fazer destes parvos ao lançar uma campanha em que, para festejar o primeiro aniversário da loja, durante uma hora os produtos estariam isentos de IVA. Foi uma loucura, uma multidão enorme acorreu imediatamente àquele estabelecimento! Até aqui, o resultado é aparentemente muito bom! A verdade por trás da cortina é que os produtos estavam isentos de IVA, “o caraças”! As pessoas pagavam o produto e recebiam um vale de oferta correspondente ao valor do IVA, a descontar na próxima compra. A conclusão que se retirou dali, reflectiu-se numa série de pessoas que se sentiram enganadas e outras tantas que acabaram por não comprar nada e, na sequência disto, não têm vontade de voltar a comprar naquela loja.
A minha questão é: “Não seria muito melhor se tivessem dito a verdade?”. Na minha modesta opinião, óbvio que sim. O aparato era menor, mas os clientes que se deslocassem à loja tinham muito mais espaço para respirar e já sabiam com o que podiam contar.
Dou-vos outro exemplo: as campanhas “Leve 2, pague 1” . Eu traduzo: “Caro cliente, os iogurtes estão prestes a ultrapassar o prazo de validade. Antes que isso aconteça e tenhamos que os desperdiçar sem obter qualquer lucro, aproveite esta oportunidade e leve os que quiser por metade do preço.”. Eu, ao deparar-me com isto, pensaria: “Tudo bem, pá! Por teres dito a verdade, até vou levar a mais para oferecer aos vizinhos!”. E na semana seguinte volto lá, porque aquela marca, “é de confiança”!
A sorte do supermercado onde costumo ir é que o preço dos Petit Gatêau permaneceu a 2,98€ depois de dizerem que não mexiam no valor do IVA, porque já ouvi dizer umas coisas que não me agradaram nada...
Volto a referir. Os clientes estão cada vez mais espertos e despertos para estas tentativas de furto! Qualquer dia começamos a plantar umas frutinhas e umas couves em casa e acaba-se a brincadeira de virem dizer que as batatas (rançosas) estão a metade do preço! E este será o tema do próximo dia.
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João Henrique
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Poker
Não sou jogador, nem tenho vontade, aliada ao jeito, para isso. Mas hoje apeteceu-me pegar nas regras do Poker, que me foram ensinadas há dias e são incrivelmente parecidas com as decisões que tomamos em várias circunstâncias da vida (hoje é dia de nostalgia, vamos falar sobre a vida). Fold, Call, Raise e All-in – são as expressões utilizadas no jogo. Eu explico o inglês para quem a língua é macabra: Desistir, Assistir, Aumentar a aposta, Apostar tudo. Foi essencialmente este último item que me motivou a escrever qualquer coisa hoje.
É preciso ter tomates para apostar tudo. E eu às vezes coloco-os em risco, confesso. Mas a questão aqui, é que ao apostar tudo, à semelhança do que acontece no Poker, aposta-se contra alguém. Bem, feitas as contas, faz sentido que um dos elementos em jogo há-de perder, correcto? Assim, não será tolice fazer All-in, mesmo tendo noção de que há a possibilidade, porém remota, de ganhar muito mais com essa opção? Não sei se me consigo fazer compreender. Juro que não é nenhuma conversa destinada a alguém em particular. Podia ser e pode parecer, mas não é… mais ou menos, pronto!
Continuando o raciocínio, depois do primeiro jogo em que se é naturalmente aselha, adopta-se uma postura, a meu entender, de alguma contenção. A tendência é, então, fazer Call até ganhar o respeito do adversário e chegar à jogada em que uma boa mão permite fazer Raise, sem riscos. Conseguem acompanhar a ideia?
Fold demonstra incapacidade para ir a jogo, falta de argumentos e, por fim, representa desistência. Ao contrário do que acontece no jogo por se tratar de ficção, Fold é, fora do contexto do “jogo de azar”, sinónimo de desinteresse, fraqueza e um aliado dos pouco lutadores.
Porque já é tarde, concluo apenas com isto:
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João Henrique
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
A melhor herança
Hoje, dia 31 de Janeiro de 2011, celebra-se o 10º aniversário da morte de uma das pessoas mais interessantes que tive oportunidade de conhecer. Almoçávamos juntos, em família, todos os Domingos sem excepção. Ele cozinhava lindamente. Jogava-se às cartas, contavam-se algumas anedotas, conversava-se sobre política e outros assuntos e, curiosamente, recordo-me perfeitamente de como me aborreciam todas aquelas conversas. Eu só queria ir para casa… porque o Domingo à tarde era uma seca! É incrível como apenas conseguimos dar valor às coisas apenas depois de as perdermos, não é?
Diz-se dele que chegou a ter necessidade de fugir de um grupo de esquerdistas na altura da Revolução de Abril, pelos seus ideais políticos. Aparece em fotografias com D. Duarte Nuno de Bragança, pai de D. Duarte Pio. Tinha um leque enorme de conhecimentos. Bem, quero com isto demonstrar que este Homem tinha inúmeras histórias para contar e eu, naquele tempo, não tinha paciência para as ouvir! Hoje tomara ter essa oportunidade.
Mas aquilo de que mais me orgulho é a sua fabulosa herança! Hoje moro no Bairro onde ele viveu. Quem o conhecia, via nele um indivíduo extraordinário. Deu a vida pela mulher que amava, que hoje existe e nasceu doze anos antes dele, distraindo-se de si próprio e esquecendo a sua falta de saúde, envergando um altruísmo notável e esforçadamente raro. É com orgulho que ouço dizer na rua: “Era extremamente cavalheiro, uma pessoa fabulosa!” e, na sequência disso, receber o carinho e o respeito que as pessoas tinham por ele…
Não será esta a melhor herança que alguém pode receber?
Chamava-se Henrique Soares e era meu avô.
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João Henrique
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14:30
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domingo, 30 de janeiro de 2011
O Sporting é o melhor clube do mundo! Eu explico porquê
As pessoas costumam gozar comigo quando digo que sou sportinguista. A minha resposta face a isso é muito simples! É bestial, para mim, que o Sporting seja um clube de “porreiros” e passe à margem da luta pelo título, caso contrário eu tornar-me-ia viciado num futebol que para além de fraco, me impossibilita de fazer outras coisas naquela hora e meia.
(Antes de continuar a escrever, quero desde já deixar bem claro a qualquer sportinguista que venha aqui ler isto e tenha vontade de me oferecer porrada, o orgulho que tenho em vestir esta camisola! Agora, da mesma maneira que somos portugueses e gozamos com o estado da nação, também vou gozar um bocado com o meu clube, porque também merece!).
Continuando o raciocínio, os adeptos dos outros clubes cujo nome não é para aqui chamado, não têm noção do quanto se ganha ao não ver um jogo de futebol. A transmissão da maioria dos jogos é exactamente à hora de jantar. Qualquer miúda que se preze, adora um gajo que diga “Não, hoje há futebol, mas eu prefiro ir jantar contigo!”. Esta frase é sucesso garantido! E não falo apenas por mim, há 1 ou 2 milhões de sportinguistas por aí, aos quais apenas se descontam os que, por qualquer motivo que não consigo compreender, têm que estar àquela hora no relvado a correr atrás dos gajos que por sua vez correm atrás da bola.
O facto de ser sportinguista devia ser desde logo, para as mulheres que lerem isto, um factor de sobrevalorização de qualquer homem. Entendam que, pelas minhas contas, há 2 em cada 10 homens que optam estar convosco em detrimento de ver um jogo de futebol. Isso confere-nos imediatamente uma vantagem com a qual nenhum outro adepto consegue competir.
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João Henrique
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