sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Poker

Não sou jogador, nem tenho vontade, aliada ao jeito, para isso. Mas hoje apeteceu-me pegar nas regras do Poker, que me foram ensinadas há dias e são incrivelmente parecidas com as decisões que tomamos em várias circunstâncias da vida (hoje é dia de nostalgia, vamos falar sobre a vida). Fold, Call, Raise e All-in – são as expressões utilizadas no jogo. Eu explico o inglês para quem a língua é macabra: Desistir, Assistir, Aumentar a aposta, Apostar tudo. Foi essencialmente este último item que me motivou a escrever qualquer coisa hoje.

É preciso ter tomates para apostar tudo. E eu às vezes coloco-os em risco, confesso. Mas a questão aqui, é que ao apostar tudo, à semelhança do que acontece no Poker, aposta-se contra alguém. Bem, feitas as contas, faz sentido que um dos elementos em jogo há-de perder, correcto? Assim, não será tolice fazer All-in, mesmo tendo noção de que há a possibilidade, porém remota, de ganhar muito mais com essa opção? Não sei se me consigo fazer compreender. Juro que não é nenhuma conversa destinada a alguém em particular. Podia ser e pode parecer, mas não é… mais ou menos, pronto!

Continuando o raciocínio, depois do primeiro jogo em que se é naturalmente aselha, adopta-se uma postura, a meu entender, de alguma contenção. A tendência é, então, fazer Call até ganhar o respeito do adversário e chegar à jogada em que uma boa mão permite fazer Raise, sem riscos. Conseguem acompanhar a ideia?

Fold demonstra incapacidade para ir a jogo, falta de argumentos e, por fim, representa desistência. Ao contrário do que acontece no jogo por se tratar de ficção, Fold é, fora do contexto do “jogo de azar”, sinónimo de desinteresse, fraqueza e um aliado dos pouco lutadores.

Porque já é tarde, concluo apenas com isto:

Quem faz All-in num jogo de Poker e perde, é imediatamente excluído do jogo. É por isso que adoro não ser jogador! ;)

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